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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Eurotrip (parte 2) - Bélgica.

Depois de quase perdermos o Megabus porque chegamos literalmente na hora que ele devia estar saindo, e de três horas e quinze minutos de viagem, finalmente chegamos em Bruxelas. Eu estava particularmente ansiosa pra conhecer lá, principalmente porque já havia achado lindo o pouco que eu vi no caminho pra Amsterdã. Assim que pisamos lá, a primeira sensação que tive foi que Bruxelas era "menos plano" que Amsterdã, hahaha. Chegamos ao hostel, que era o 2GO4 Quality Hostel, depois de uma breve procurada, já que ele ficava numa avenida grande, a Boulevard Emile Jacqmain. Nosso quarto ficava no "subsolo", e era bem quente (leia: muito abafado), e o sinal de wi-fi não pegava lá. Tirando isso, o hostel é bonito, arrumado e a parte da socialização, que tinha a cozinha, mesas e televisão, era bem organizada.

Deixamos nossas coisas lá e fomos dar uma olhada na cidade. No caminho, pude perceber que havia muitas, muitas livrarias pela cidade, e eu achei isso bem legal. Vimos que tudo estava escrito em francês e holandês, e as pessoas falavam mais francês entre elas, mas quando perguntávamos algo em inglês, todas falavam muito bem. Era início da tarde de um feriado, a sexta-feira Santa, então tudo estava fechando ou já estava fechado. Depois de um tempo procurando, conseguimos achar um lugar pra comer, e, depois de tantos fast-foods, eu comi uma das melhores refeições da viagem: lasanha *-* Eu já estava apaixonada por tudo o que tinha visto até aquele momento, e gostei ainda mais quando vi que as pessoas eram tão simpáticas a ponto de entrar no estabelecimento e nos cumprimentar. Mas como nem tudo são flores, sempre tem aquelas pessoas que parecem que não conhecem a expressão "com licença", e passam, se batendo em você, e não tem a mínima decência de pedir desculpas depois.

Outra coisa que percebi sobre Bruxelas: a cidade tinha cheiro de chocolate (ao contrário de Amsterdã, rs). Não sei se por causa da época, que era Páscoa e tal, e a maioria das lojas tinham esculturas de chocolate imensas expostos em vitrines lindas, com chocolates e mais chocolates por todos os lados, ou simplesmente pelo país ter a reputação de ter um dos melhores chocolates do mundo. Eu prefiro acreditar que aquele cheiro fica 365 dias por ano, e que já está impregnado naquela terra. Simplesmente tudo combina: o cheiro com a arquitetura bonita dos prédios, o movimento dos carros pela cidade, pessoas andando despreocupadas por lá, o clima bom e não muito frio...

Como só ficaríamos três dias, procuramos ver o máximo de coisas possível. Com o mapa que nos deram no hostel, fomos seguindo por um dos caminhos marcados e ele nos levou a vários lugares legais. Primeiro, claro, foi o Grand Place, que é a praça central de Bruxelas e considerada patrimônio da humanidade pela UNESCO e, por muita gente, a mais bonita do mundo. Ela é realmente grande e muito linda, com todos aqueles prédios históricos em volta, como a câmara municipal e a prefeitura, e com os restaurantes e as lojas chiques que tem por ali, como a Godiva Chocolatier, que vende um dos melhores chocolates do mundo. O Grand Place é impressionante de dia e fica particularmente mais bonito à noite, quando luzes coloridas iluminam o lugar.

Grand Place
Grand Place e loja da Godiva. 

Grand Place
Grand Place à noite.
Dentre outros lugares famosos que visitamos, estão a St. Michel Cathedral (que é simplesmente linda por dentro!), o Palais Royal (o palácio oficial do Rei e da Rainha em Bruxelas), o Belgian Parliament, o Colonne Du Congrès (que é um monumento que comemora a formação do Estado belga e constituição pelo Congresso Nacional), o Botanique (que é jardim botânico, rs), o Comic Museum (museu dos quadrinhos, bem legal!) e o Atomium (claro). A gente também foi ver a famosa estátua daquele pirralho fazendo xixi, mas foi uma decepção pra mim, digo logo. É uma fonte que fica num cantinho, e a estátua é pequenininha. Mas enfim, tirei uma foto já que tava ali, e depois a gente seguiu pra outro lugar.

O Atomium é realmente impressionante de perto. Só foi uma pena que ele tinha acabado de fechar quando a gente chegou, então nem subimos. Só ficamos admirando pelo lado de fora mesmo. :(

Bruxelas/Brussels
1- St. Michel Cathedral; 2- Palais Royal; 3- Parlamento Belga; 4- Botanique; 5- Atomium; 6- Colonne Du Congrès
Comic Museum
Museu dos Quadrinhos *-*

BRUGES (BRUGGE).

Tiramos um dos nossos dias na Bélgica pra fazer uma daytrip pra Bruges, uma cidade medieval pequena, mas muito bonita, que também é muito visitada por turistas. É conhecida como "Veneza do Norte" pela quantidade de canais que cercam e atravessam a cidade. Bom, quando chegamos, a cidade estava simplesmente lotada com gente de todos os lugares, mesmo com todo aquele frio. Diferente de Bruxelas, onde a maioria das pessoas falam francês, em Bruges o idioma local é o holandês mesmo. As ruas todas são de pedra e tem muitos, muitos prédios antigos bonitos lá. E chocolate era uma coisa que também não faltava lá; havia lojas e mais lojas com vitrines super bem decoradas e com chocolates e outros doces coloridos que pareciam uma delícia, que dava água na boca só de olhar.

Bruges/Brugge
Bruges linda e maravilhosa.
Bruges/Brugge
Os vários canais de Bruges. :)
Paramos pra comer em um dos locais recomendados pelo mapa legal, chamado Medard, que servia pasta (macarrão, rs) por somente 4 (6,50 por um prato REALMENTE grande e cheio) e waffles por 4,75 (infelizmente, eles não estavam servindo waffles naquele dia). Saí de lá quase rolando de tanto macarrão que comi, e olha que eu peguei o prato pequeno. Mas super recomendo o lugar! Além da comida boa e barata, o lugar é muito bonito e com ar super família. Fato aleatório: quando chegamos lá, estava passando um campeonado de pular corda na televisão. Campeonato de pular corda!!!!! Nunca tinha visto isso na vida! Hahahaha

Em Bruges tem várias coisas bonitas pra se ver, como a Church Of Our Lady, que é a igreja linda da primeira foto lá em cima e a foto grande aqui embaixo; o Belfry, que é uma torre medieval que tem uma vista linda segundo o mapa legal (a gente não foi porque tinha uma fila imensa e ninguém tava afim de esperar no frio, e tava começando a nevar); tem os moinhos, que são lindos e fazem um belo conjunto com a paisagem.

Bruges/Brugge
Church Of Our Lady (grande); Belfry (canto superior direito); moinho (canto inferior direito).
E tem o Minnewater Park, que foi um dos meu lugares favoritos. É um parque muito lindo mesmo, com vários cisnes e pombos que não acabam mais. A gente se divertiu com os cisnes, chegamos bem perto (ok, na verdade, eles que chegaram super perto da gente) e tiramos várias fotos. Em uma parte do lago tem um pequeno cais e a gente desceu lá, demos alguns Pringles pra eles e começamos o caos de quase todos os cisnes virem até nós pra ganhar comida. Outros aproveitaram pra assustar os outros, imitando bicadas nas pernas alheias, né, Ricardo? Hahahaha! Depois só aproveitamos bastante a paisagem naquele fim de tarde e voltamos pra Bruxelas.

Bruges/Brugge
Minnewater Park.
Bruges tem ainda várias outras atrações: tem um Beer Tour, pra quem gosta de cerveja; vários museus: tem o Museu do Chocolate, o Menor Museu  de Bruges ("Smallest Museum", que você vê através de uma janela, segundo o mapa) e até o Museu da Batata Frita (a entrada custava 4 pra entrar, e ninguém quis pagar, hahahaha); tem a Holy Blood Chapel, que supostamente guarda um frasco com o sangue de Jesus Cristo, que muda de seco pra fluido durante a missa. E tem muitos e muitos pubs, é claro.

Bruges/Brugge
Foto aleatória, só porque tô bonita. KKKK
Bom, gente, é isso por hoje. A última parada da Eurotrip, Paris, deve sair até o fim dessa semana. Como vocês puderam perceber no post passado sobre o Summer Project, tô com um milhão de coisas pra estudar pro laboratório. Comecei a aprender programação essa semana e já tô endoidando, fazendo várias listas de exercícios pra ver se eu pego a prática, hahaha. Eeeee depois, vem o post sobre Birmingham (consigo ouvir vários "aleluias" agora, sem brincadeira)! Sei que a galera que tá chegando tá bem ansiosa e tal pra saber como é aqui, então vou preparar algo bem legal. Tô pensando até em sair pra tirar fotos da uni, ainda não fiz isso desde que comprei minha câmera nova!

Mas enfim, vou parar por aqui porque já o post já está muito longo. Até a próxima. :)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Life updates: Coventry e Summer Project.

Eeeee eu sumi de novo, hahaha. Gente, esses dias têm sido uma correria só. Depois de muito stress, altas horas na madruga boladona revisando loucamente, meus exames finalmente acabaram na sexta, dia 17 de maio! o/ Aí vocês me perguntam: "Por quê não teve mais atualizações, Nanda? Queria tanto ler mais sobre sua vida aí, seu dia-a-dia em Birmingham, e o resto da Eurotrip, e, e...". Calma, pequenos gafanhotos. Eu realmente queria postar mais aqui, mas várias coisas tem acontecido nesse meio tempo entre os posts. Vou atualizar vocês um pouquinho sobre isso agora. :)

COVENTRY.

Eu já fui na cidade vizinha várias vezes, mas nunca postei aqui! Hahaha :x A primeira vez foi perto do meu aniversário, dia 5 de fevereiro, quando fui com a Evelyn passar um fim de semana com meus amigos que estão estudando na Coventry University (Rêiron, Dani, Gabi e André) e fazer um turistão básico. Depois só fui pra visitar mesmo, passar o dia com eles, comer aos montes e jogar conversa fora. Very good times. :)

Festa de aniversário surpresa pra mim e pra Dani.  
De Birmingham pra Coventry dá uns 20 minutos de trem (pegando um da Virgin Trains, porque o da London Midland para em todas as estações existentes no planeta antes de ir pra lá), a passagem custa £3,65 (saindo da University, a estação da universidade). A cidade é pequena, mas é muito bonita. Tudo é pertinho e dá pra chegar a pé ou de bicicleta. A gente passeou por lá, passamos pelo shopping, vimos a estátua da Lady Godiva, fomos à Holy Trinity Church e à Coventry Cathedral. O pessoal também nos levou na Coventry University e a gente se afundou num daqueles "pufes" legais que eles tem naquelas áreas de convivência, e à noite fomos pra um pub. Ah, e foi em Coventry que eu risquei da wishlist os itens "ver um esquilo" e "patinar no gelo". Foi muito divertido ir no Planet Ice com a Evelyn e o André, e passar a tarde me equilibrando naquelas lâminas que me faziam deslizar loucamente no gelo. Apesar de nunca ter feito aquilo na vida, eu não caí nenhuma vez, HA! #win. 



Estátua da Lady Godiva, Holy Trinity Church e Coventry Cathedral.

Evelyn, André, eu, Rêiron, Gabi e Dani. :)
Há duas semanas o namorado da Dani veio e eu fui pra Coventry duas vezes só pra entregar uma sacola de presentes pro meu namorado lindo e pra família dele (haha ♥). Foi num desses dias que eu aproveitei e risquei da wishlist mais um item: finalmente comprei a bandeira do Reino Unido que eu estava querendo por £2 na Sports Direct! E na sexta passada, dia 24, passei um dia maravilhoso com o André, que me convidou pra almoçar e a gente acabou fazendo um dia inteiro de gordice! Ajudei ele a fazer uma cottage pie, que ficou simplesmente incrível e depois comemos pêssegos e morangos com leite condensado de sobremesa. Aí ficamos conversando sobre a vida, jogamos candy crush e ele me viciou em Plague Inc, e depois tomamos café com biscoitos. O André achou a receita no site da BBC, então um dia eu colo aqui, porque ele ainda não me passou o link e eu não sei ao certo qual é, HAHAHAHA!

Cottage pie, uma das melhores coisas que já comi desde que cheguei. 

SUMMER PROJECT.

Então, como vocês devem saber (ou não), todo bolsista do Ciência Sem Fronteiras tem que fazer um estágio de três meses em laboratório ou empresa nas férias de verão. Que está estudando aqui na University of Birmingham tem que correr atrás de tudo, então eu mesma tive que ir atrás do professor e mandar um email e um currículo pra ele, explicando a situação e pedindo uma oportunidade. Depois de um tempão esperando uma resposta, o professor finalmente me respondeu na segunda, dia 20 de maio, muito impressionado comigo, rs ("Dear Fernanda. Thank you for your elegant introduction. (...)"). Ele marcou uma reunião pro dia seguinte comigo, que era quando ele estaria voltando da viagem (e ele fez questão de se desculpar e explicar o porquê da demora pra me responder), e assim foi. No dia seguinte, lá estava eu, às 13:00hs no terceiro andar do prédio de Biosciences, nervosa pra caramba, ensaiando mentalmente como eu iria falar certas coisas e torcendo pra eu não gaguejar muito no inglês, hahahaha.

Primeiro eu conheci a Barbara, uma das meninas que trabalhavam lá. Nos demos bem de cara, ela foi muito, muito simpática mesmo, e eu já fiquei desconfiada que ela seria a pessoa que ia trabalhar comigo. A gente conversou muito e ela me perguntou de onde eu era. Quando eu falei "Brasil", ela ficou realmente surpresa, disse que já tinha ido lá pra estudar e coletar dados pra pesquisa dela, e que ela falava português. Pedi pra ela falar alguma coisa, e ela desembestou a falar um português muito bom, e eu que fiquei impressionada dessa vez! Perguntei pra onde ela tinha ido no Brasil, e ela disse que tinha ido pra Manaus. Fiquei boquiaberta de novo, e, quando eu disse que eu era de lá, nós duas ficamos O: HAHAHA! Muita coincidência mesmo.

Ficamos conversando mais até o professor chegar, e quando ele chegou, fiquei surpresa de novo ao ver que ele era bem novo e muito simpático também. Ele disse pra eu e pra Barbara sentarmos e aí nós três ficamos conversamos lá. Ele falou que leu meu email e que não tinha como ignorá-lo porque estava muito bem escrito e ele achou que eu seria uma boa adição ao grupo. Fiquei realmente feliz, haha. Ele perguntou coisas sobre mim, sobre o que eu achava de Birmingham, se eu tinha feito muitos amigos, e depois partimos pro assunto do estágio. Falamos sobre as minhas áreas de interesse e ele explicou os trabalhos desenvolvidos no laboratório, como eles ainda eram um grupo recente e estavam se estabelecendo no prédio ainda, e como tudo ainda ia ficar high-tech por ali, com vários equipamentos e a completa robotização pra parte de experimentos (vi uma notícia no site da universidade que foram investidos £2 milhões de libras no lab!). Fiquei muito animada com tudo, e ele disse que íamos procurar algum trabalho pra me encaixar, de acordo com o que eu gostava, que é a parte de bioinformática (apesar de eu ter dito que ficaria feliz em trabalhar com qualquer coisa).

Então, o professor me disse pra passar o resto da semana conhecendo todos e os trabalhos mais a fundo, e assim eu fiz. Descobri que só tem uma britânica ali e que o resto é tudo de fora do país, hahaha. A Barbara é polonesa, aí tem um italiano (Alfredo), uma alemã (ainda não consegui entender o nome dela) e um belga (Kay - outro que já foi ao Brasil, só que ele foi pro Maranhão, coletar espécimes). Nunca falei tanto inglês na minha vida! Fiquei admirada comigo mesma, eu realmente estou melhorando, haha! Mas enfim, foi bem interessante e, na quinta nos reunimos de novo, só que junto com todos do laboratório. O professor fez questão de me explicar conceitos e alguns detalhes que todos ali já sabiam, mas que eu, que nunca havia trabalhado com aquele organismo, não sabia nada; foi quase uma aula mesmo, e eu fiquei super agradecida por aquilo. No final, ele decidiu que eu ia trabalhar com a Barbara mesmo, com a parte de microscopia de fluorescência, processamento de imagens e uma parte do desenvolvimento do organismo, além de tomar parte num projeto imenso de banco de dados, onde vou poder aprender mais sobre bioinformática, uso de softwares e programação. O professor exclamou um feliz "welcome to the lab!", e foi assim que eu consegui um estágio no laboratório, com um dos professores mais renomados ever, com publicações na Nature e na Science. Já tenho acesso às partes restritas do prédio e aos laboratórios no subsolo, e também tenho meu próprio armário e minha mesa no laboratório. Mal posso esperar pra começar!

Bom, é isso por hoje, haha. Amanhã eu termino os posts sobre a Eurotrip (que, depois de muita enrolação, já estão prontos, rs), e depois posto sobre a vida aqui em Birmingham (muita gente me pedindo isso! haha) e conto como foi minha daytrip pra Cardiff, que eu resolvi ir de última hora com o pessoal ontem e foi super legal. :) Beijos e até a próxima!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Eurotrip (parte 1) - Holanda.

Suuup, guys? Então, queria agradecer de verdade pelos elogios ao blog. Sinceramente, não achei que tanta gente ia ler isso aqui, mas tô feliz que meus posts, as informações e o jeito que eu escrevo estão agradando, hahaha. Bom, esses dias tem feito um sol muito louco aqui em Birmingham, as temperaturas subiram bastante (embora tenha chovido granizo, do nada, um dia desses) e a sensação ontem chegou a 22ºC! Chega de casacos, de camadas infinitas de blusas e de meias. YAY!

Flores coloridas everywhere!

Agora todas as árvores tem folhas e flores coloridas, os gramados estão verdes, as pessoas estão fazendo piquenique e churrasco com suas famílias e amigos, jogando vôlei ou futebol, ou simplesmente deitadas, lendo livros... aproveitando o verão mesmo. Bem que dizem que o inverno deixa as pessoas mais ~tristes~ por aqui. Parece que o sol é determinante pra sorriso, bom humor e risadas altas; dá pra perceber como o clima fica mais leve e alegre.

Ah, e só comentando uma coisa, porque eu não sei se vocês perceberam, mas eu abri uma seção pra ajudar a divulgar os blogs de outros bolsistas do Ciência Sem Fronteiras. Então, se você quiser ter seu link ou banner ali, é só falar comigo, haha. O primeiro a estrear a sessão é o Expresso Londres, o blog do meu amigo Rêiron que tá em Coventry. Ele escreve super bem e atualiza sempre, então... super recomendo! Mas tá, chega de papo, mas vamos ao que interessa.

AMSTERDÃ - 24/03 a 29/03.

A gente saiu de Birmingham às 5:15 da tarde do dia 24 de março e fomos de Megabus. Por causa da passagem barata, todos concordaram em passar uma noite no bus; foram quinze horas de viagem! O ônibus saiu daqui de Birm, parou na Victoria Coach Station, em Londres, onde apresentamos nossos passaportes, e de lá seguimos até o porto onde pegamos uma balsa pra atravessar o Canal da Mancha. A balsa era imensa! Parecia um super navio chique. Só que, apesar do tamanho, balançou MUITO. Gente, nunca fiquei tão enjoada na vida. Enrolei todos os casacos numa bola e apoiei a cabeça, e logo descobri que amenizava bastante a sensação. Acabei cochilando e acordei quando já estávamos perto. O bom foi pra ir ao banheiro com aquela coisa balançando de um lado pro outro; me perguntei se era assim que os bêbados se sentiam quando andavam, só que com a diferença que, naquela situação, o chão tava se movendo de verdade.

A gente desceu na França e apresentou o passaporte de novo. Meu primeiro carimbo diferente! Voltamos pro ônibus pra mais umas quatro horas de viagem até Amsterdã, mas como eu apaguei, nem senti o tempo passar. Chegamos na parada do Megabus e descemos, acabados e morrendo de frio. Tava ventando muito! Acho que nessa hora eu coloquei todos os casacos que eu levei. Pegamos nossas malas e pegamos um tram (tipo um bonde) pra chegar na Amsterdam Centraal Station, de onde seguiríamos pro nosso hotel. Compramos o day pass, passagem pro dia inteiro, por 7,50 e ele funciona pra ônibus também; você pode ir e vir quantas vezes quiser com ele, é bem vantajoso comprar. A gente ficou num hotel muito bom chamado Meininger; o quarto era lindo, tínhamos nosso próprio banheiro e a wifi pegava lá. Além de tudo, ele era bem localizado, com uma estação bem do lado, a Amsterdam Sloterdjik Station, o que facilitou muito pros nossos passeios.

Amsterdam. :)
A gente visitou vários lugares. Fomos no Iamsterdam, claro, e tava cheio de gente tirando foto. Impossível sair só você e seus amigos. A galera sobe mesmo, faz de tudo pra sair com a pose mais diferente possível na letra. No Hermitage Amsterdam as principais obras de Van Gogh estavam expostas temporariamente porque o Van Gogh Museum estava em reforma; havia várias pinturas famosas (como aquela dos Girassóis e "Os Comedores de Batatas"), cartas, desenhos e muitos estudos. Pagamos 30 (de transporte e entrada) pra ir ao Keukenhof, o lugar que é conhecido pelos campos de tulipas, mas infelizmente, pelo tempo bizarro, quase não tinha tulipas, só na parte de dentro das galerias mesmo, onde tinha os mais variados tipos. 

Tickets do Keukenhof, do ônibus que a gente foi, do day pass do ônibus/tram e do Hermitage Amsterdam.

Iamsterdam. *-*
Tulipas no Keukenhof.
Ainda no Keukenhof, perto do moinho. :)
E, claro, à noite fomos no Redlight District, ver as kiridas nas vitrines dos coffee shops. Foi uma experiência interessante, pra não dizer muito engraçada, andar por ali. Todas as mulheres usavam lingerie fluorescente, umas ficavam chamando o povo que passava, e outras estavam só sentadas na cadeira com um super ar de tédio. Tinha gente de todas as idades passeando por ali, literalmente, desde pais empurrando carrinhos de bebê até velhinhos, beeem velhinhos mesmo. Tirei uma foto só, mas resolvi não postar, vai que tem criança que lê isso aqui, né? HAHAHA.

Além do Redlight, a gente também foi no mini parque de diversões que tem perto da Madame Tussauds, na Dam Square. Eu fui na roda gigante e adorei, a vista lá de cima era incrível. Mas teve uma galera doida que foi num brinquedo do capeta que eu não sei o nome, mas que fica lá, girando infinitamente na velocidade da luz e ficando de cabeça pra baixo lá em cima, que me fazia ficar tonta só de olhar. Deus me livre.



Bom, resumindo, cinco dias em Amsterdã me fizeram notar o seguinte: 

1. Todas as pessoas, de todas as idades, falam inglês lá. E eles falam muito bem. Elas são simpáticas e estão sempre dispostos a ajudar e dar informações se você está perdido. 

2. As ruas são muito limpas e tem lixeiras por todo lugar. Acho que o que falta de lixeira na Inglaterra, tem sobrando na Holanda. Dez vezes mais, no mínimo.

3. Lá o transporte público é muito rápido e eficiente. Opções são o que não faltam! Tem os ônibus, trens, metrô e o tram, o bonde. Muito difícil você ficar plantado lá, esperando.

4. Os ônibus abaixam pra você subir, e eu achei isso o máximo! Hahaha. Todas as paradas tem nomes e uma voz sempre anuncia onde você tá e qual é a próxima. Você faz check in toda vez que entra, e check out quando sai; a mesma voz que anuncia as paradas sempre te lembra disso.

5. As casinhas lá são todas tortas, pra frente e nos lados. Parece que construíram todas elas grudadas e depois deram um soco nas pontas, achatando todas as casas que estão no meio! Algumas nós olhávamos e ficávamos realmente nos perguntando como não tinham caído ainda. Ah, e cada casinha tem espaço pro seu carro, sua bicicleta e seu barco, e eu achei isso bem interessante.



6. Falando em bicicleta, eu nunca vi tantas juntas na minha vida! As pessoas andam mesmo, sem medo de serem felizes, porque os motoristas lá respeitam muito os ciclistas. Tem estacionamentos que ficam lotados. Fico me perguntando quanto tempo as pessoas demoram pra achar a sua no meio de tantas outras.

7. As motos andam na ciclovia, e não na rua, com os carros. Numa dessas, você pode ser pego de surpresa, então é bom prestar atenção por onde anda, haha.

8. Batatas, batatas em todo lugar! Nunca comi tanta batata na vida como eu comi em Amsterdã. Socorro. 

9. No Redlight District, ao contrário do que eu esperava, as mulheres não ficam com nada de fora nas vitrines, hahaha. Mais ~comportadas~ do que imaginávamos. Tem umas que são realmente bonitas, mas se você entrar nos becos menos movimentados... Jesus toma conta. Mas eu me diverti muito vendo aquilo!

10. E, claro, o cheiro esquisito por todo lugar. Esquisito pra não dizer de maconha, né? Eu não sabia direito como era esse cheiro até chegar lá, mas depois de cinco dias, já identifico fácil! Hahaha.


HAIA (DEN HAAG).

Haia também é uma cidade linda! Tem muitos prédios antigos, mas também tem outros moderníssimos. Em certas partes da cidade é visível o contraste entre a old e a new town, e isso é bem legal de ver. Tudo é extremamente limpo e organizado, pra variar. Lá, a gente foi visitar a sede da ONU, que é um prédio ma-ra-vi-lho-so. Tem um free tour em um horário específico, mas a gente chegou quase na hora de fechar, então só ouvimos um pouco da história da fundação com o fone que nos deram. As embaixadas dos países todas ficam por aquela área, e foi curioso ver que tem prédios pra conflitos específicos, como o entre o Irã e os Estados Unidos.

Sede da ONU e o hall com a história da organização.

Ah, enquanto caminhávamos tranquilamente em Haia, a gente super descobriu uma loja que só vende produtos brasileiros! Massa pra pão de queijo da Yoki, farofa, guaraná, batata-palha, e mais um moooonte de coisas, tudo num lugar só *-* a loja era de um português gente boa que já havia morado no Brasil por um tempo. Pena que eu não tenho mais ideia onde essa loja fica, senão deixava a dica pra vocês, hahaha. Ok, acabei de achar a nota fiscal do pão de queijo que eu comprei! Haha. O nome da loja é "Ponto de Encontro", e fica na Zoutmanstraat 51. Então, fica a dica! A propósito, comprei a massa por £3,75. Caro, mas fazer o quê quando a gente fica necessitado de pão de queijo?

Aleatório: só pra deixar registrado, eu aprendi algumas palavras em holandês! Dank u wel, que é "obrigado"; dag, que é "dia"; quando tem straat na palavra, quer dizer que é nome de rua; quando tem plein é praça; e centraal, que é bem óbvio. HA, SOU POLIGLOTA.

Wow, o post ficou realmente grande. E eu ainda queria ter postado mais fotos, só que isso aqui ia ficar interminável, haha. Mas enfim, espero que tenham gostado. No próximo post, parte 2 na Bélgica.

See ya! :)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Day trip (parte 1): visitando a terra de Shakespeare.

Aqui na universidade sempre vende uns pacotes de day trips pra vários lugares nos fins de semana. Por £16 eu comprei esse passeio pra Startford-upon-Avon e o Warwick Castle, que incluía a ida e volta dos lugares e a entrada pro castelo. A gente saiu daqui (pontualmente) às 8:45 da manhã de sábado, dia 16, e, cerca de uma hora depois, chegamos em Stratford. Como éramos um grupo muito grande de pessoas - foram cinco ônibus cheios! -, os organizadores não fizeram um roteiro específico; em vez disso, nos deram informações no ticket sobre os pontos turísticos de lá e nos deixaram livres pra passear.

Sit back and relax, que o post tá grande hoje.

Depois de nos localizarmos, saímos do Stratford Leisure and Visitor Centre e nos preparamos pra sair no frio e ir nos lugares. Fomos pro primeiro ponto turístico: a Guild Chapel, uma capela fundada em 1269, e que, provavelmente, Shakespeare frequentou a escola nesse prédio quando criança.

Guild Chapel.
Vitrais lindos no interior da capela.
Após muitas fotos, saímos de lá e seguimos pela Church street. Iríamos pegar a Old Town e chegar em outra igreja: a Holy Trinity Church. Enquanto andávamos, podíamos admirar o ar medieval da cidade e as construções antigas que hoje abrigam lojas bem modernas. No caminho, passamos pelo Hall's Croft, a casa onde a filha de Shakespeare, Susanna, e o marido dela, Dr. John Hall, moraram.

Hall's croft.
Holy Trinity Church é uma igreja imensa e bem iluminada, com vários vitrais lindos. Foi ali que Shakespeare foi batizado (1564) e enterrado (1616). A entrada na igreja é free, mas pra ver o túmulo dele custa £0,50 - mostrando a carteira de estudante.

                                                                   Holy Trinity Church.


                                     Interior da Holy Trinity Church.               Túmulo de Shakespeare.
 
Uma coisa interessante que percebemos enquanto íamos pra nossa próxima parada: vimos que, em todos os postes no nosso caminho tinham umas placas penduradas. Chegamos mais perto e fomos vendo e constatando que cada poste tinha sido doado (sim, doado!) pela prefeitura de uma cidade do Reino Unido. Vimos vários, de Manchester, Gloucester, Brighton e até Glasgow, Aberdeen e Dundee. A pergunta que não quer calar: POR QUEEEEE? Hahaha.

Depois da Holy Trinity Church, fomos andando pela Waterside e passamos pelo Courtyard Theatre . Caminhando ali, perto do rio, dava pra ver que havia animais. Chegamos mais perto e vimos que tinham cisnes e que eram enormes! Continuamos andando e acabamos no Royal Shakespeare Theatre, um teatro enorme (e daqueles de tijolinhos vermelhos!). Apesar da entrada ser de graça, não entramos porque o tempo estava curto e ainda tínhamos que achar um lugar pra comer antes de irmos pra Warwick, ver o castelo. Virando na Sheep street, entramos num beco (não lembro mais o nome do lugar, sorry) que me fez sentir no Hobbit. Lugar completamente medieval, com plantas, estátuas e casinhas e lojas com portas quase da minha altura! (Quem me conhece, sabe que eu não sou a mais alta das pessoas, rs). Aliás, acho que não mencionei, mas tudo nessa cidade parece ser feito pra gente pequena. E isso é bem fofo.

O próximo ponto foi o Farmer's market, na Rother street, onde os produtores locais vendem as mais diversas coisas. Desde pão com linguiça (que tava ótimo, a propósito), a ervas e temperos, bolos, chocolates e kuskus. Sim, é o que vocês estão pensando. Comprei um pedaço de bolo e um refri pra viagem e só.

Então, só faltava ver o lugar onde Shakespeare nasceu (Shakespeare's birthplace). Pegamos a Henley street e fomos procurando. Passamos por uma loja de souvenirs e eu, é claro, quis entrar. Eu tinha que comprar algo de lembrança antes de ir embora e, de preferência, um chaveiro. Todos sabem que eu tenho uma necessidade de comprar chaveiros em todos os lugares que eu vou, hahaha. Então, entrei lá, mas não tinha chaveiros legais, mas achei uma coisa que eu amo tanto quanto amo chaveiros: livros. Comprei Romeu e Julieta, claro, mas não era um livro comum. É assim, ó:

Pure awesomeness. *-*
Nossa, uma das coisas mais legais que já vi. E pra quem tá se perguntando se é de verdade... sim, é de verdade. E é completíssimo! Caminhamos mais alguns metros e logo chegamos onde Shakespeare nasceu e cresceu. De novo, não entramos pelo tempo curto (e acho que esse era pago), então só fizemos tirar uma foto por fora mesmo e fazer o caminho de volta pro Stratford Leisure and Visitor Centre.


Mas eu simplesmente não podia ir embora sem um chaveiro. Como eu iria viver comigo mesma sabendo que eu não iria ter um de lembrança de Stratford? Bom, passei em outra loja de souvenirs e comprei.  Hahaha.


Dessa vez, feliz e contente, voltei pro ônibus com o pessoal. Estávamos prontos pra ir ao Warwick Castle, um dos maiores castelos medievais da Grã-Bretanha. Preparem-se, no próximo post tem fotos da vista linda (depois que você sobe 530 e tantos degraus, literalmente), duelo e até bola de fogo. Até mais!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Pancakes e Valentine's Day.

Então, no dia 12 de fevereiro foi o Pancake Day aqui na Inglaterra (e no resto do mundo, menos no Brasil). Então, nós resolvemos fazer panquecas pra entrar no clima e ~comemorar~  também, haha. 

O Ricardo, só pra bolar, pegou uma receita do Jamie Oliver e a gente fez essa mesma. Ha, top chefs! o/ Todo mundo levou alguma coisa pra contribuir, pras panquecas e pro acompanhamento, e nos reunimos no flat dele e do Luís pra fazer. A receita é super simples e bem fácil mesmo de fazer. Nutella foram o que não faltou depois, tinha uns 4 potes! Hahaha. Junto com os morangos, a gente conseguiu fazer um lanche bem gostoso :)

A receita serve 4 pessoas (e pode ser encontrada na íntegra aqui!):

Ingredientes:
- 1 xícara de farinha com fermento
- 1 xícara de leite semi-desnatado
- 1 ovo
- 1 pitada de sal (juro que tá assim no site, haha!)
- Manteiga

Modo de fazer: misturar a farinha, o leite, o ovo e o sal em uma tigela até que a massa fique bem homogênea. Colocar uma frigideira no fogo médio e colocar um pouco de manteiga pra derreter. Depois, com a ajuda de uma concha (ou sei lá), colocar um pouco da massa na frigideira. Deixar cozinhar/fritar/enfim por alguns minutos até ele descolar todo da frigideira e ficar dourado, e depois virar pra cozinhar/fritar/enfim do outro lado.

Depois é só servir com mel, maple syrup ou, como a gente fez, com nutella e morangos. TÁ-DAMMMM



EEEEEE HOJE É VALENTINE'S DAY!

Acabei de voltar do cinema com as meninas (Carol, Stephanie e Mari). A gente foi ~comemorar~ o Valentine's Day assistindo Moulin Rouge, já que tem gente que não tem namorado ou tá com o namorado longe (er... :~ hahaha). Foi bem legal, a gente chegou lá no Cineworld de Five Ways, fomos pegar as entradas que a gente já tinha comprado pela internet e depois fomos comprar alguma  coisa pra comer. Resolvemos comprar sorvete, né, aquele calor de 7ºC tava de matar. ~aquelas~ Fora que eu levei duas barras de chocolate da caixa enorme de Hershey's cookies 'n' creme que meu namorado lindo (Rafa) me mandou de presente de um mês de namoro. And yes, I'm showing off.

A sessão começou às 20:15 e eu já tava me preparando psicologicamente pra chorar o filme todo, rs. No final, como esperado, cara inchada.

Chorando no cinema... por fora:

Por dentro:

Carol que o diga, me ouviu chorar o filme todo. HAHAHAHA! Mas enfim, nunca vou enjoar e nem deixar de chorar com esse filme. Moulin Rouge é muito amor. 

Apesar da data não significar taaaanto assim, valeu a pena passar esse tempinho com elas e ter uma desculpa pra comer besteiras à vontade, sem culpa. (:

sábado, 26 de janeiro de 2013

London dream (parte 3).

Então, eu não sei o que aconteceu aqui, que eu tava com o post quase pronto, enorme e maravilhoso, e, de repente, deu um erro no blog e eu perdi tudo. Isso já faz alguns dias e só agora eu juntei coragem e muita paciência pra escrever de novo, hahaha (acho que vai ficar menos awesome do que o de antes, mas tudo bem). Desculpem de verdade pela demora - muita coisa pra resolver por aqui ainda! - e espero que gostem.

Bom, depois que nos arrumamos, nós voltamos pelos lados do Parlamento pra ver os fogos do Ano Novo. Desviando do povo bêbado e das chaminés ambulantes (ô povinho pra fumar!), conseguimos pegar um lugar com uma vista decente do Big Ben e um pedaço da London Eye. Era isso, eu estava ali e iria virar o ano em Londres! Meu deus, nunca imaginei que um dia isso ia acontecer comigo! Minhas bochechas (congeladas e insensíveis pelo frio) não conseguiam parar de sorrir com o pensamento e eu só ansiava pelo momento. O Big Ben estava bem iluminado e a London Eye estava linda, trocando de cor a cada 5 segundos.

London Eye verde e amarelinha. :)

Fireworks! E um cabeçudo arruinando minha foto. kkkkkkk  

O dia seguinte amanheceu muito ensolarado, mas foi o dia mais frio de todos! Eu e o pessoal tentamos acordar um pouco mais cedo pra aproveitarmos o dia pra passear, mas acordamos tarde e o café da manhã do hotel já tinha acabado. Perguntamos das camareiras no corredor e elas nos deram as direções pra chegar na Tesco, uma das maiores redes de supermercado por aqui, e lá compraríamos alguma coisa pra comer. Compramos suco, croissant, pão, café e pudemos dar uma boa olhada nas coisas, ter mais ou menos uma ideia dos preços e tentar desvendar o que eram aqueles produtos esquisitos de marcas que nunca tínhamos ouvido falar. E imaginem a felicidade quando reconhecíamos algo? Tinha Brahma (a gente não bebe, rs), Vanish e aquele sabão em pó Ariel!

Depois de abastecidos e descansados, fomos passear mais. Voltamos a Camden Town e eu comprei meu iPhone 4S branco e lindo ♥ (a salvação pra quem tava sem internet o/) e, de lá, fomos comer uma pizza na Pizza Hut (margherita *-*). Quando terminamos, andamos um pouco e passamos por várias lojinhas de souvenirs, com uma coisa mais linda do que a outra! Aproveitei pra dar uma olhada naquelas coisas fofas e procurar uma capa pro meu celular, mas acabei comprando só um adaptador de tomadas por 6 libras. No caminho, topamos com uma estátua da Agatha Christie, que estava com um acessório bem peculiar colocado por algum gaiato.

Sacanagi, né? kkkkkkkkk

Quero todos!

Bom, depois de Camden Town, seguimos com o nosso roteiro turístico do dia: próxima parada, a estação de King's Cross. Nossa, lá é enorme, gente. E muito lindo! A iluminação diferente fez tudo parecer muito mágico. Depois de tirar algumas fotos na estação, saímos procurando a famosa parede com os dizeres "Plataforma 9 3/4". Era num canto da estação, provavelmente pra impedir que o fluxo de turistas tirando foto atrapalhasse o movimento dos passageiros. Eu, como uma Potterhead das boas, ansiava com esse momento (apesar de saber que o lugar era só simbólico). Mesmo sendo o primeiro dia do ano, ali tinha gente de todas as nacionalidades fazendo as mais diversas poses na parede (pois é, tinham tirado o carrinho de lá por algum motivo), enquanto passavam pessoas curiosas. Depois de juntar coragem e superar a vergonha (além de esperar o número de pessoas diminuir um pouco, óbvio), fui lá e fiz a minha pose. Não ficou grande coisa, mas tudo bem.

Adiós, bitches.

Depois de King's Cross, comemos um lanche rápido no McDonald's que tem ali perto da estação, e de lá pegamos o metrô pra chegar pelos lados da Tower of London e tentar ver a Tower Bridge, nossa última parada do dia. A primeira estava lindíssima, claro, toda bem iluminada e aqueles traços medievais que me fascinam tanto. Já a segunda... eu, Ste e Thales descemos até um píer no rio Tâmisa, de onde deve sair várias embarcações que descem o rio levando turistas. Não havia ninguém por lá, e nós fomos andando e andando, até chegarmos na grade perto do rio, que nos oferecia uma visão de tirar o fôlego da Tower Bridge.



Cansados, mas ainda totalmente maravilhados com tudo o que vimos, pegamos o tube de volta pro hotel pra descansar e nos preparar pro dia seguinte, nosso último dia em Londres. Ele iria ser cheio de atividades e nós precisávamos estar recarregados pois o dia começaria logo com a troca da guarda, que seria às 11 horas da manhã. Mas isso é história pro próximo (e último!) post do meu turistão pela cidade mais linda que já estive na minha vida.

É isso. Beijos! :)